

Justa e oportuna a veemente reprovação de Joaquim Barbosa à presença ostensiva do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) na mídia, e foi esta que veio em socorro do "capo". Salvo as exceções de praxe, o homérico embate repercutiu de forma tendenciosa nos meios de comunicação.
Editorial do Estadão intitulado “Falta de compostura” afirma que “Joaquim Barbosa perdeu a compostura” e “fez a primeira acusação grave ao ministro Gilmar Mendes”, quando na realidade fora este quem primeiro partiu para os ataques pessoais dizendo que Barbosa “não tem condições de dar lição de moral”.
O diário até fomentou uma reprimenda pública a Barbosa por parte de seus pares, pois sua “demonstração de falta de civilidade” teria contribuído [sic] de maneira ímpar para prejudicar a credibilidade do STF, como se essa suposta credibilidade não seria afetada pelos desmandos de seu presidente, mas pelas reações aos mesmos.
Nenhuma palavra sobre a descompostura da suprema-dona da Corte. Sua excelência até deu gargalhadas de deboche durante a histórica sessão, certamente uma demonstração ímpar de civilidade, condizente com a “liturgia” daquela corte. A Revista Consultor Jurídico (Conjur), do mesmo grupo do Estadão e um dos mais prestigiados portais jurídicos do país, também destoou do seu jornalismo normalmente isento e objetivo.
A reportagem em nenhum momento dirigiu críticas a Mendes ― protagonista de escândalos como as solturas de criminosos do colarinho branco ― e ridicularizou Barbosa, chamado pejorativamente de “JB” e “Joca”, cuja principal contribuição doutrinária teria sido o pedido de vista do próprio voto. Confira: Crise expõe desavença entre JB e seus Pares
A “cobertura” contrasta com o apoio da população às corajosas palavras de Barbosa, mineiro nascido em Paracatu. Ontem (24), em Brasília, estudantes protestaram em frente ao STF (foto).
Rua, presidente!
(http://www.patoshoje.com.br/br/blog.php)
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